Por ordem alfabética:
Baby won't you please come home - Sidney Bechet
Dancing in the dark - Cannonball Adderley
Só danço samba - Stan Getz
(foi mesmo súbito, está aqui este amigo que não me deixa mentir, foi no msn, claro que depois o post levou mais tempo)
Wednesday, March 14, 2007
Monday, March 12, 2007
A farejar os jardins
Ontem, vista do Torel, Lisboa surgia muito nítida, numa luz grande e toda esplendorosa. Lisboa tem uma luz genial. E agora está a começar a estação dos impossíveis que se sucedem aos impossíveis e que antecedem outros impossíveis. A luz da cidade nunca é feia ou pouco generosa e eu tenho dificuldade em acreditar nos meus olhos durante a Primavera, sobretudo debaixo das árvores. No ano passado reparei pela primeira vez no rejuvenescimento de um salgueiro chorão que existe perto da minha casa: numa altura, as folhas novas da árvore eram tão claras e tão luminosas que, visto de longe e a partir de certa hora da tarde (a partir das 4 ou 4 e meia), o jardim parecia ter naquele lugar um fogo verde. É indescritível o prazer visual dessa cor, lá está, impossível.
Sou muito primária nisto, a maioria das vezes nem consigo fotografar, ver o que há para ver nesta fase é uma imposição física: vou andar a pé, de preferência sozinha porque não sei o que dizer nem me apetece ter de dizer seja o que for, vou andar a pé e, em modo mais ou menos autista, rejubilo. E não só pelo que é visível. Os sons todos, nesta fase, parecem deixar de estar concentrados no mesmo sítio, alargam-se. E há os cheiros, eu sem querer aprendi a isolar o da rebentação das folhas novas dos lódãos – acho que por serem mesmo muitas árvores ao mesmo tempo a produzi-lo e porque o cheiro se concentra dentro de casa e é a primeira grande sensação que se tem quando se abre a porta. E o corpo que vai aliviando do peso das roupas quentes. As sandálias e o ar nos pés outra vez.
E não é de facto uma coisa muito afectiva, sequer, oh que bonito, começou a Primavera. Pudesse eu acreditar nos calendários e ainda assim estaria a teorizar demasiado. Esta fase é genial, sim, porque Lisboa é especialmente esplendorosa e na Primavera excede-se até parecer um delírio, mas a minha delícia é tão física como beber água quando tenho sede. Sim, desconfio que será animalesca, que terá muito mais em comum com a urgência com que o cão esfrega as costas na relva para se coçar, do que com qualquer consideração/atitude poética.
Sou muito primária nisto, a maioria das vezes nem consigo fotografar, ver o que há para ver nesta fase é uma imposição física: vou andar a pé, de preferência sozinha porque não sei o que dizer nem me apetece ter de dizer seja o que for, vou andar a pé e, em modo mais ou menos autista, rejubilo. E não só pelo que é visível. Os sons todos, nesta fase, parecem deixar de estar concentrados no mesmo sítio, alargam-se. E há os cheiros, eu sem querer aprendi a isolar o da rebentação das folhas novas dos lódãos – acho que por serem mesmo muitas árvores ao mesmo tempo a produzi-lo e porque o cheiro se concentra dentro de casa e é a primeira grande sensação que se tem quando se abre a porta. E o corpo que vai aliviando do peso das roupas quentes. As sandálias e o ar nos pés outra vez.
E não é de facto uma coisa muito afectiva, sequer, oh que bonito, começou a Primavera. Pudesse eu acreditar nos calendários e ainda assim estaria a teorizar demasiado. Esta fase é genial, sim, porque Lisboa é especialmente esplendorosa e na Primavera excede-se até parecer um delírio, mas a minha delícia é tão física como beber água quando tenho sede. Sim, desconfio que será animalesca, que terá muito mais em comum com a urgência com que o cão esfrega as costas na relva para se coçar, do que com qualquer consideração/atitude poética.
Monday, March 05, 2007
Magnum, o regresso do vício
Não sei exactamente há quanto tempo, porque me tenho baldado às visitas nos últimos meses: antes o comum mortal não podia registar-se na Magnum, agora o comum mortal pode registar-se na Magnum. As marcas d'água não desaparecem das imagens disponíveis, mas o registo permite aceder ao motor de buscas do site, que tem um sistema de descritores fenomenal. Já estou agarradérrima.

Lisboa - Gueorgui Pinkhassov - 1996

Lisboa - Gueorgui Pinkhassov - 1996
Subscribe to:
Posts (Atom)