Hoje o dia de trabalho tem demorado muito a passar. Entreguei o que estive a escrever pouco antes do almoço e não me deram mais nada ainda. Uma fúria arrumadeira que me deu no início do ano impede-me agora de ter o que fazer. Está tudo em dia e está tudo arrumado.
Por que é que não mandam um gajo para casa de telemóvel ligado quando é assim?
Outra das coisas que atravessam a memória de repente, fazem travar a fundo e ter medo de morrer é João Gilberto a cantar "Dórálicieubemquilhidjissiámárétoliciébobagemlusão...". Ouvir assim que chegar a casa.
Thursday, January 25, 2007
Monday, January 15, 2007
Liberdade de circulação de trabalhadores
Conversa com amigo ao telefone, ontem à noite, sobre o mundo e a mobilidade laboral: onde gostarias/serias capaz de viver e de trabalhar? Conclusão unânime: a Holanda é o país perfeito. Fica na Europa. Fica a Norte, mas não tanto assim, não é muito frio, nem muito longe de nada. A Holanda é um país arrumado, limpo, organizado, pragmático, funcional, naturalmente bonito, com paisagens serenas, canais e árvores em quantidade generosa fora e dentro das cidades, museus extraordinários, arquitectura de janelas grandes e largas, fortes tradições decorativas anti-cortinas (não interessa se começaram por ser puritanas), mar ruidoso cinzento e verde escuro, moinhos de vento, turismo de luxo, turismo natural e turismo de chuto. Eclectismo mailindo não há.
Custa-me a intensidade da luz, que me parece sempre pobre em comparação com a luz lisboeta. Mas invejo as grandes janelas das casas holandesas. E a pintura disponível por metro quadrado.
Hoje já me parece outra vez um crime abandonar o esplendor de Lisboa. Uma ideia absurda. Acho que tenho os olhos viciados nesta intensidade solar.
Custa-me a intensidade da luz, que me parece sempre pobre em comparação com a luz lisboeta. Mas invejo as grandes janelas das casas holandesas. E a pintura disponível por metro quadrado.
Hoje já me parece outra vez um crime abandonar o esplendor de Lisboa. Uma ideia absurda. Acho que tenho os olhos viciados nesta intensidade solar.
Coisas que atravessam a memória de repente, fazem travar a fundo e ter medo de morrer
O som do piano de Nina Simone em «Jazz as played». Agora estou a pensar num segmento de 'My baby just cares for me'. Um som como se Nina não tivesse dedos para as teclas do piano mas martelinhos.
edit, dias depois - é isto! Atenção aos minutos 1:50 a 2:19 da animação:
edit, dias depois - é isto! Atenção aos minutos 1:50 a 2:19 da animação:
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